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Depois de muito tempo ausente, atentendo pedidos de amigos visitantes e ouvindo minha própria vontade de escrever, aqui estou novamente, e volto com blog de cara nova!
Minha vida agora está mais corrida do que quando abandonei o blog, mas tudo é questão de organização...
Com o aumento de correria, minha neuras aumentaram o que me leva a escrever e por quê não continuara publicando meus pensamentos tortuosos?! rs
Em meio as neuras e o cansaço, estive pensando em tantas coisas, até que num belo dia escuto a feliz frase: "Jú, sua vida é um cabide" frase interessante..., engraçada até..., mas o que há de verdade na metáfora do cabide? - Há muito de verdade nisso, e vejo que nem somente minha vida é um cabide..., mas antes de generalizar as coisas, vou explicar o que significa exatemente ter a vida comparada a um cabide: Vamos vivendo dia após dia, tentando fugir do marasmo sufocante, querendo aproveitar ao máximo e dando valor a cada minuto, mas os dias vão passando e temos dificuldade em deixar as coisas para trás, vamos pindurando os fatos passados num cabide que seria a própria vida, pinduramos e guardamos, vamos empilhando fatos por não conseguir nos livramos deles, até que num pelo dia abrimos o armário de nossas vivências, pegamos um cabide empenado de tanto peso e reviramos ele inteiro, observamos com cuidado peça por peça do quebra-cabeça de nossa vida, vuslumbramos os momentos que passamos e sempre tem aquele que nos causa mais saudade no momento que estamos vivendo, pegamos então aquela peça largada no cabide e a vistimos, não largamos o passado e queremos viver o presente, acabamos fazendo do momento futuro uma vivência do nosso passado naquele momento presente..., depois ficamos reclamando que a vida está tumultuada, complexa...! A grande questão é não largar os momentos passados, carregamos o peso do mundo na costas, mas na verdade carregamos o peso dos nossos próprios atos, o peso das coisas que vivemos e que gostaríamos de ter vivido, surge então a tentativa de melhorar as coisas, mas o momento é único, a chance já foi perdida e refazer o passado não é a melhor saída, complicamos tudo que já estava confuso...! Em meio a tantos devaneios cheguei a conclusão de que realmente minha vida é um completo cabide, aliás, minha vida é um armário, cheio de cabide abarrotados de passados guardados, a cada momento escolho um cabide para revirar em minha memória, para dar um jeito de reviver algo que me traz saudade, ter lembranças é ótimo, se elas não passarem de lembranças, mas quando buscamos o que foi perdido p/ reviver aquele momento sem nos darmos conta de que não trará bons frutos as coisas se tornam mais dolorosas do que realmente eram. É lógico que não há mau algum em buscar melhorar os atos passados em atos futuros se não vivemos atralados ao que já vivemos, mas quando deixamos de viver ou nos enganamos para reviver o passado, exatamente da mesma forma passamos a nos machucar, a nos enganar e a magoar quem fez parte daquele passado. As vezes temos de renovar nosso armário...
Gostaria de deixar meus cabides de lado, não me prender sempre as mesmas coisas, é triste se pegar fazendo sempre as mesmas coisas, se surpreender mentindo para si, tentando fugir de um presente se escondendo num passado. Nunca temos certeza de nossos atos, não há mau algum em se arrepender, mas até que ponto esse arrependimento é real, até que ponto não estamos fazendo um joguete daqueles que fazem ou fizeram parte da nossa vida?? As perguntas ainda martelam minha mente, as respostas ainda ecoam por meus pensamentos. sentir falta daquilo à que se abdicou é doloroso, principalmente quando não se quer voltar atrás por teimosia, ou por medo; doloroso é abrir mão de algo que trazia felicidade simplismente por incertezas vis de uma vida tumultuada, hoje resta a certeza de que atualmente foi a melhor decisão, mas será que era realmente o melhor caminho, ou foi apenas o caminho mais fácil e as certezas de hoje vieram apenas de um forçada adapatação? os labitintos traçados por meu eus me confundem..., me perdi e já não sei mais onde me encontrar....
"Sinto que não esqueço as pessoas com quem estive porque cada uma tem qualidades específicas. não dá pra substituir ninguém. O que foi perdido está perdido..." (Antes do Pôr-do-Sol)
Já devaneei demais e tudo isso ficou confuso...
Até breve.
Carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
20h37
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Perdida no mundo há 18 anos, desde o dia 02 de fevereiro sendo por tanto do signo de aquário. Atualmente vagando na cidade de São Paulo, retornando aos fins de semana para São Roque.
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