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"As vezes ando só, trocando passos com a solidão. Momentos que são meus e que não abro mão..." (Pra Rua Me Levar - Ana Carolina)

Essa semana, acho que na terça-feira, estava me sentindo meio pra baixo, como se faltasse alguma coisa (bom, sempre sinto isso, mas foi algo mais forte, insitente), enfim, saí andando meio que sem rumo, pra tentar relaxar, ficar sozinha comigo mesma, continuei andando e acabei indo parar num canto meio isolado da minha cidade, uma antiga estação ferroviária que já nem funciona mais, só serve de posto pra guarda municipal, mas enfim, fui parar lá..., fiquei um bom tempo sentada, é um local alto, dá pra ver o centro da cidade, e lá fiquei durante quase uma hora, sentada num meio-muro perdida em meio aos meus pensamentos..., conclusões (?), não, não cheguei a nenhuma conclusão, também, acho que não estava à procura de nenhuma resposta, há muito tempo desisti de tentar entender a vida, os acontecimentos. Foi bom passar esse tempo inerte, perdida em um lugar qualquer de mim mesma, pensei em coisas que me afligiam (e ainda afligem), pensei em coisas banais (que sempre existirão), pensei em problemas (que sempre parecem não ter solução) pensei em tanta coisa, limpei minha mente que apesar de continuar cheia, ficou um pouco mais leve...
Pedaços fragmentados daqueles minutos e de todo aquele dia ainda estão presentes, algumas dúvidas permaneceram..., mas qual o problema?
"Eu só me encontro quando de mim fujo" (Fernando Pessoa)
Hoje (?), bom, hoje estou como sempre estou, tentando acreditar que está tudo bem, acreditando nisso, mas sem ter a certeza disso, em minha vida me limitei a ter poucas certezas, nada parece ser concreto, mas as vezes é necessário um porto seguro, um pouco de terra firme para pisar e me sentir segura... Segurança? O que exatemente é isso? Conceito tão abstrato....
Enfim, vou colocar aqui um poeminha que fiz há um bom tempo..., talvez alguém aqui já o conheça, lembro-me de tê-lo postado no meu antigo blog...
Para o Fundo
Aqui estou novamente
chorando e sangrando por você,
vertendo lágrimas de sangue
quando imaginei ter superado
Acreditei que era passado
mas dentro de mim a dor
insiste em estar presente...
Há pouco acreditei ter alcançado
o mais fundo que suportaria
Agora o martírio continua
e estou mais uma vez
ind ara baixo
Isso me dói e apenas digo;
"Estou bem"
Os pensamentos estão sempre
se confundindo e assim
não consigo mais confiar em mim
Já estou morrendo novamente
por querer-te junto a mim
E apenas penso em como o tempo
passou rápido, só deixando a certeza
de que não pode retroceder, nem parar,
pode somente dar-me a chance de vivê-lo,
mas sem você está difícil
Talvez eu acorde ao menos uma vez
depois de tanto sentir-me sufocada
Eu preciso respirar, não posso continuar
indo para o fundo
enquanto morro pela dor
afogando-me nestas lágrimas
vertidas por este vil amor.
É interessante que por mais que saibamos, não importa, as coisas nunca acontecem do jeito que têm que acontecer, do jeito que sabemos ser o certo, da maneira que queremos que seja... Sofrimentos, dores, sempre tão presentes, sabe-se que apenas lamentar não resolve nada, mas é um caminho tão obvio..., algumas coisas parecem lógicas, mas os sentimentos desconhecem a razão, fogem do que parece lógico, e sempre se encontra uma justificativa por estar vivendo, sentindo ou pensando algo que se sabe não ser muito "saudável". Algumas coisas são como são e sim, podemos mudá-las, mas nem tudo é simples como parece ao ser falado, mas também nada é tão complicado como nos parece quando começamos a tentar pôr os planos em práticas... É necessário que se ache um meio termo...
Vou tentar encontrar tempo para postar de uma forma melhor durante a semana...
Carpe diem.
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
21h57
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Perdida no mundo há 18 anos, desde o dia 02 de fevereiro sendo por tanto do signo de aquário. Atualmente vagando na cidade de São Paulo, retornando aos fins de semana para São Roque.
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