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Finalmente o ano chegou ao fim, dentro de poucas horas entraremos em 2005... Apesar de tudo que me magoou a alma, de nada posso reclamar, foi um bom ano, cheio de alegrias, momentos bons, enfim, um ano a mais vivido, doze meses de experiências absorvidas e mesmo as lágrimas que derramei me ensinaram alguma coisa.
Uma vez, durante este ano, perguntei à um amigo algo de que eu não gostava e também não fazia, ele olhou-me e disse “Ser feliz”; sei que foi brincadeira, mas aquilo marcou-me de certa forma e cada dia seguinte deste ocorrido me faz ter certeza de que foi a frase mais errada que escutei. Sim, eu gosto de ser feliz e sim, eu sou feliz! Por mais que tenha tido meus momentos tristes (e tenho-os várias vezes), isso não faz de mim uma pessoa triste, pelo simples fato de que eu não quero isso para minha vida, melancólica, sim essa palavra pode me descrever muito bem, mas isso não significa uma total ausência de felicidade. Chego ao final do ano com essa certeza, sou feliz por mais que pequenos acontecimentos queiram fazer de mim o oposto, e entrarei em 2005 com a enorme esperança de ser cada vez mais feliz e alegre, imensamente realizada. Este ano reservou grandes mudanças e acontecimentos, tornou-me mais confiante mais segura de meus atos que ainda continuam impulsivos, mas já não lamento por atos e decisões tomadas, ainda lamento por poucas atitudes que queria ter tido e não tive, mas aos poucos consigo corrigir isso.
Neste exato momento estou tentando recordar-me de tudo que me aconteceu desde o primeiro dia deste ano que se finda e dói demais reviver em minha mente cada experiência ruim, mas me contenta a alma lembrar de cada momento bom que tive, e de fato, esses não foram poucos.
Na escola, por troca de sala, acabei sendo afastada de amigas muito queridas, mas de certa forma isso não significou muito, pois o contado continuou e continua sendo mantido e o apoio é sempre o mesmo: “inabalável”, por outro lado, também fortaleci novos laços, conquistei novos amigos que em pouquíssimo tempo se tornaram muito importantes para mim, participando do convívio diário. Sofri e ainda sofro por aquele Alguém que me despreza e cada dia que vivi a certeza de que ele está cada vez mais distante de mim apenas se fortaleceu, mas o sentimento que tenho por ele continua forte pulsando em meu coração e por estes últimos dias do mês minha dor latente faz-se presente com a dúvida por não vê-lo, não sabendo assim como ele está, onde está (...), há alguns dias soube que estava “mal” por confusões mentais e existenciais e mais uma vez meu peito sangrou por lembrar que em tempos passados sempre estive ao seu lado, ajudando-o em tais momentos mas o mais surpreendente foi perceber que por mais que tenha uma certa antipatia (compreensível) por aquela que está ao seu lado, também tenho por ela gratidão..., sou grata à ela por fazer dele uma pessoa feliz, sou grata à ela por ela levar aquele sorrido que tantas vezes admirei aos seus lábios. Pergunto-me então que espécie de ser sou à ponto de sentir gratidão por aquela que está ao lado de meu amado quando tantas vezes quis estar em seu lugar... (nem sei o que comentar sobre tal assunto..., ai ai...)
Este ano também tentei aproveitar mais a vida, à meu modo, é claro. Penso que vivo cada minuto de meu dia ao máximo, pois mesmo que não esteja fazendo nada de especial, estou apreciando tal minuto e isso me faz bem. Continuo impulsiva como sempre fui e a minha inconstância ainda me acompanha. Ah sim, este ano também bebi demais a ponto de acordar com a cabeça doendo e ainda ver graça em tudo à minha volta. Consegui separar meus sentimentos dolorosos por algum momento, permitindo-me aproveitar minha juventude. Beijei, e beijei rapazes que nunca vi antes, um deles nunca mais vi depois também, mas o que há de mais nisso, não é mesmo? Tantas fazem isso, mas não me importa, foi importante pra mim fugir da minha personalidade romântica que tenta idealizar tudo, e continuo tentando fugir de mim mesma na medida do possível.
Também aproveitei meu último ano de “liberdade mental” no colegial (já que em 2005 faço o 3º col e terei de lidar com a pressão do vestibular) para fazer coisas que ainda não tinha feito em minha vida, e por estranho que possa parecer, me faziam falta, fui expulsa da sala de aula 2 vezes e outra vez fui impedida de assistir aula, perdi a conta das vezes que matei aula, tirei zero em duas provas de matemática totalmente propositalmente, enfim, tive minhas emoções.
Fiz novas amizades, inclusive algumas graças à este meu refúgio, meu blog, aliás, não por este somente, mas também através do que tive antes deste (o Utopias) e em meio à tantas amizades importantes pra mim criadas pela Internet, acabei ganhando uma irmã, minha querida amiga Gigi, tão presente em minha vida durante este ano. Embora deva dizer que todas as amizades virtuais que tenho são de extrema importância para mim, todos os comentários que são deixados aqui são preciosos, pois prezo as palavras de cada um de vocês que lêem isso.
Fiz tantas outras coisas marcantes pra mim durante 2004, as coisas más, nem quero citar aqui, digo apenas que me humilhei, chorei, quebrei a cara zilhares de vezes, mas estou aqui, de pé!
Não importa o que tenha acontecido, aliás, importa muito, pois foram passagens e capítulos do livro da minha vida, que ficaram para sempre entalhadas em minha memória, mas o que quis dizer ao começar esta frase é que o fato é que sobrevivi com todos os acontecimentos e confesso que tudo de bom e também tudo de ruim tornou-me mais forte.
Antes de ir tenho de citar alguém que tem me feito companhia através de suas palavras, mesmo sendo uma pessoa fora de meus conhecimentos, á você que tem me dedicado palavras tão doces nos últimos tempos, que tem me feito feliz a cada vez que abro minha caixa de e-mail, à você que se diz meu admirador, deixo aqui o registro de minha atenção e devo dizer até mesmo de meu carinho...
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
16h12
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Quanto tempo sem escrever aqui..., estava com um tantinho de saudades já..., embora confesso que tenha me afastado propositalmente! Estava meio cansada de escrever aqui direto, mais sempre sinto a necessidade de por algo pra fora, falar de algo, eis que aqui estou novamente...rs
Outro dia estive pensando o porquê da minha "necessidade" em escrever aqui e descobri algo interessante: escrevo aqui porque preciso por para fora um lado meu que escondo durante todo o meu dia-a-dia, é como se eu me dividisse em duas pessoas completamente diferentes, é difícil de explicar, mas vivo os meus dias de uma maneira bastante diferente da forma da qual eu escrevo aqui, talvez muito dos que lêem esse meu cantinho pensem que eu passo os meus dias envolta por completo de uma melancolia imensa, de maneira triste e apática, mas por incrível que pareça, eu passo os meus dias muito bem (na maneira do possível), não vou dizer que meus dias são completamente maravilhosos, mas também não são tão ruins assim, tento aproveitar cada minuto ao máximo, passar as minhas horas de uma maneira feliz, aproveitar cada minuto do meu tempo, eis um meio de não me arrepender depois. Não vou negar que sou uma pessoa melancólica, váris vezes digo isso e não nego de maneira alguma, a melancolia realmente faz parte do meu ser, talvez eu permita isso, mas também não sei como excluir isso de minha personalidade, mas por mais que sinta uma certa tristeza entranhada em mim, não deixo que essa tristeza participe de meu cotidiano, sempre que posso tento afastar estes momentos, mas confesso que certas vezes isso fica muito difícil, eis que entra então este meu cantinho na história, toda a melancolia que existe em meu ser acaba sendo extraviada nos textos que escrevo, e um meio que tenho de escrever e aramazenar é o blog, sei que poderia escrever e jogar tudo em um canto, pode até ser que minha opinião seja um pouco convecida demais, porém vejo na publicação de minhas palavras um meio de auxiliar de alguma forma alguém que possa estar passando por algo parecido, e ao ler alguma palavra pode ter uma "luz", e se toda essa minha ideologia não passar de besteira, tenho a certeza de que ao menos concedo à algumas pessoas momentos de distração...rs
Enfim, acho que falei demais porém pouco disse, mas o que quis realmebte transimitir é que não vivo meus dias com a mesma tristeza transmitida em meus textos, pois sufoco uma parte de mim só deixando escapar em minhas palavras, eis que estas ficam expostas aqui, apenas aqui vivo a completa solidão e perturbação de meus ser, pois já vivi essa perturbação em meu cotidiano e consegui me "libertar" sabendo que esses meus dias forma quase o fundo do poço, mas a luz sempre é vista por aqueles que procuram, e eu vi um pouco dessa luz...
Confesso que queria que o tempo parace, ao menos por um segundo para que pudesse me sentir completamente feliz, sem sufocar sem uma partícula de meu ser, mas contudo não reclamo, meus furtivos ataques de melancolia melhoraram, melhoraram muito aliás. Estamos à poucos dias do ano novo, logo escreverei aqui novamente, aos pocos estou escrevendo o meus último post do ano, queria fazer algo diferente, mas não sei se está saindo realmente diferente.
Sinto que o ano que vêm será diferente, tenho feitos planos para 2005, e espero realmente conseguir realizar todos eles, ou pelo menos a maioria, sei que será um ano difícil, mas a palavra difícil só existe até provarmos à nós mesmos que podemos superar o dito "difícil", nós impomos os nossos próprios limites.
Amanhã de manhã estou indo viajar,foi algo meio que de última hora, só foi decidido ontem à noite, mas não muitos problemas, de certa forma fiquei triste porque tinha feito planos de passar algumas horas com meus amigos após a virada do ano, mas tudo bem, haverá uma próxima oportunidade, aliás, haverão muitas outras oportunidades! Enfim, estou indo para Curitiba e provavelmente voltarei segunda-feira, mas durante este tempo que estiver lá passarei por aqui para desejar Felicidades neste Ano Novo e para blogar por uma última vez durante este ano!
Por ora é só...
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
22h37
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Perdida no mundo há 18 anos, desde o dia 02 de fevereiro sendo por tanto do signo de aquário. Atualmente vagando na cidade de São Paulo, retornando aos fins de semana para São Roque.
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