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A melancolia está presente por todo dia..., talvez um pouco de nostalgia, mas em meio à todo o silêncio da solidão resta apenas a certeza de que é necessário dar um basta em tudo. Cansei da inconsistência desta existência, tenho que mudar tudo, mas é mais fácil mudar aquilo que está fora do que aquilo que está dentro.
Os dias passam, um após o outro, cada um em seu tempo..., preciso observar mais os dias que vivo, nada se repete, a necessidade de viver o presente é grandiosa, o futuro é um terreno incerto demais para basear a vida e o passado, bom, este já se perdeu em meio ao vão, tornou-se cinzas, morto pelo tempo, existindo ainda apenas nas lembranças dos que têm saudade e, principalmente dos que têm medo de viver o imediato.
viver é sofrer a incerteza!
Há tempos penso em mim, procurando meu reflexo, sei que ainda não encontrei, mas sinto que o tempo de apenas pensar está chegando ao fim, vem a hora de buscar a mudança com atos; cansada de viver a melancolia, procuro a real felicidade, a tal utopia que nos acompanha por todo o sempre; sempre buscando algo que desconhecemos..., impulsionando nossos passos; mesmo com tristes pensamentos seguimos sempre em frente, mesmo sempre lançando os olhos para trás.
Estou decidida a mudar, darei um novo rumo para mim mesma, mas não esperarei esta mudança aparecer, irei correr atrás, procurar coisas que posso vivenciar sem a enorme sensação de vazio pulsando em meu peito cansado.
Eis uma frase feita por uma amiga hoje, e que julguei combinar muito com tudo que escrevi...
"O gosto da felicidade é rápido e o da infelicidade é constante..., o sofrimento muitas vezes é necessário mas a felicidade é indispensável quando amar é divino e a solidão é deplorável." (Carol Duran)
Bom, vou ficando por aqui...
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
14h36
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Aqui estou novamente...
Nossa, tô com muito sono hoje..., acho que tenho dormido pouco...
Eu realmente não estou com muita inspiração para escrever hoje..., mas como não apareci por aqui ontem..., resolvi vir hoje...
Vou aproveitar para deixar um poema que fiz por aqui...
Invisibilidade
Corro de mim
Neste túnel escuro
vivo só...
Andando pelo mundo
Triste vida
com a rejeição
injetada em minhas veias
Amando aquele
que me despreza...
Vida triste
com a solidão
que não tem fim...
Os dias passam sempre iguais
com a mesma dor latente
a pulsar por todo meu ser
Corro desse escuro,
Fujo do mundo
Me escondo de mim
Enquanto sofro por ti.
bom..., por enquanto é só...
beijos para todos os amigos e amigas que passarem por aqui!!!
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
15h24
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Hoje estou um pouquinho mais animadinha que ontem..., é duro andar meio perdida como estou..., mas tudo bem, tento espantar tudo que me assombra o mais rápido possível...
O tempo é curto demais para tudo que podemos viver, e muitas vezes deixamos de aproveitar da maneira que poderíamos o nosso precioso tempo. Muitas pessoas nos circulam, alguma deixam marcas profundas em nossos corações e permanecem sempre ao nosso lado, mas nem por isso esta pessoa deixa de nos magoar, temos então de aprender a lidar com os altos e baixos da vida, aprender a controlar nossas palavras, nossos atos. É preciso lembrar que um ato que praticamos nem sempre não traz conseqüências, e estas conseqüências podem magoar os outros...; Muitas vezes sentimo-nos magoados, brigamos com pessoas que queremos bem porque esta nos machucou..., mas tudo sempre pode mudar, é necessário saber relevar, é claro que muitas vezes isso é difícil, mas muitas vezes isso impede um outro sofrimento...! A vida é muitas vezes complexa, não sabemos o que acontecerá no próximo minuto, não precisamos vigiar cada um de nossos atos, apenas ficar atentos ao que podemos causar aos outros..., existem brigas que tem um começo desnecessário, mas um final doloroso..., mas com calma as coisas podem voltar ao seu lugar, se assim ambos quiserem, mesmo estando magoados e sabendo que as coisas não poderão ser como eram, pois a amizade sempre sai arranhada de determinadas situações...! Nada nunca é certo, mas sempre há as tentativas...
Bom, ficou um textinho bonitinho, mas isso eu acabei de escrever, depois de pensar um pouco na discussão de dois amigos; quando menos se espera sempre sai um irritado de um lado e alguém magoado do outro..., é a vida, mas para tudo dar-se um jeito...
Voltando para o meu estado parcial de melancolia, vou deixar aqui um pequeno trecho de um livro que li do Paulo Coelho...
"Em todas as línguas do mundo existe um mesmo ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Pois eu afirmo que não hánada mais falso do que isso; quanto mais longe, mais perto do coração estão os sentimentos que procuramos sufocar e esquecer. Se estamos no exílio, queremos guardar cada pequena lembrança de nossas raízes, se estamos distantes da pessoa amada, cada pessoa que passe pela rua nos faz lembrar dela." (Onze Minutos, pág25)
grande beijos p/ todos
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
15h59
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Aqui estou, com uma ligeira preguissa de escrever...
Estava observando o dia..., gosto de dias como o de hoje, está um pouco frio, meio nublado..., pode não ser um dia considerado como "um dia bonito", mas gosto de temperaturas assim, e hoje o dia parece combianar com a minha melancolia...!
É, hoje não estou muito animadinha..., não sei tento mudar mas sempre volto ao meu estado de humor inicial..., sempre a velha melancolia bate à minha porta e antes de ser convidada a entrar já se instala do lado de dentro..., mas enfim, não estou muito afim de manter este estado de humor deplorável por muito tempo...
"Estamos em uma vale de lágrimas. Podemos ter muitos sonhos, mas a vida é dura, implacável, triste." (Onze Minutos, Paulo Coelho - pág. 64)
A monotonia do dia-a-dia é cansativa e chega um momento em que a mudança faz-se necessária. Dar um rumo diferente para o curso da vida, achar uma razão, mesmo que pequena, para acreditar que estar neste lugar cruel vale a pena; não que eu não queira estar aqui, mas não faz sentido existir sem encontrar uma razão para isso. Não importa como e por quê vim parar aqui, o importante são as razões para continuar adiante.
Quanto mais penso, mais percebo o quanto as coisas fúteis tem espaço entre nós, não penso em uma sociedade perfeita, isto é utópico em demasia e nem penso em mudar o mundo, vejo isso como uma quimera grande demais. Acredito nas modificações, mas elas acontecem por si só, nosso papel é buscálas. as trivialidades do cotidiano são essenciais, são elas que escondem a importância de cada segundo, mostrando que por mais que tudo pareça igual os nossos atos nunca são iguais, podem ser apenas semelhantes, o hoje nunca aconteceu antes e jamais acontecerá novamente, eis a importância de cada momento. Por isso é indispensável encontrar a si mesmo, e buscar as razões vitais para assim entender os pequenos momentos que diferem a vida, tornando-a tão frágil e passageira.
Ando buscando minhas razões, meus motivos..., tenho andado distante..., sinto-me confusa, atropelada pela vida, ao invés de eu passar pela vida, a vida tem passado por mim, sem que eu aproveite esta dádiva...!!! Tô cansada de tudo, tô precisando do tempo, tempo para tudo..., tempo para mim, tempo para meus problemas..., apenas tempo..., quem sabe as coisas se resolvam..., na verdade duvido!!!
"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva." (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis - pág 77)
Enfim, tô perdida em meu canto..., tentando me achar, irritada com alguns sentimentos, a apenas com a certeza de que é preciso mudar..., nosso caminho é longo e não devemos desperdiçar o tempo que pode se tornar curto..., o mundo é complexo, cheio de sentimentos... Sei que a felicidade pode estar em qualquer lugar, talvez escondida num lugar distante, ou então diante de mim, apenas não fui capaz de encontrá-la... Por enquanto sofro a rejeição e a indiferença..., mas as coisas nem sempre são o que aprentam ser..., sei que quando eu menos esperar meu coração estará olhando em outra direção...
"Mesmo que não haja uma retribuição imediata, o amor só consegue sobreviver quando existe a esperança - por mais distante que seja - de que conquistaremos a pessoa amada." (Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei, Paulo Coelho - pág 51)
Antes fosse o meu único problema aquele que se relaciona ao coração, mas a vida é por vezes difícil demais..., tudo parece tumultuar-se...
Acho que já escrevi demais, não quero mais falar, chega..., já basta de expor minhas melancolias confusas...., mas por vezes isso é necessário, viver esses momentos tem grande importância, não me arrependo de vivênciá-los, tampouco abro mão de tê-los em minha vida...
Por enquanto é só...
"As vezes ando só, trocando passos com a solidão. Momentos que são meus e que não abro mão..." ("Pra rua me Levar" - Ana Carolina)
carpe diem
:: Postado por
Poetisa Solitária
às
16h21
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Perdida no mundo há 18 anos, desde o dia 02 de fevereiro sendo por tanto do signo de aquário. Atualmente vagando na cidade de São Paulo, retornando aos fins de semana para São Roque.
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